quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Falsas esperanças

Não vejo futuro na vida
não vejo sentido no amor
então porque seguir insistindo
em vivenciar essa dor?
Não quero a vida sozinha
não quero viver sem valor
então porque viver mentindo
sobre encontrar o amor?
Claudia Muniz 03/09/2015

Contagio



Descobri hoje que as palavras me sufocam.
Que elas chegam bem de mansinho.
Tomam posse da alma distraída,
e vão enchendo o corpo devagarinho.

Percebi que chegam com sutileza,
a priori, atacam o coração,
vão pelo sangue envolvendo
até atingir o pulmão.

E como num sopro de vida,
dominam meu ser totalmente,
cobrem a pele desprotegida,
e conquistam  minha mente.

E nessa batalha tão louca,
saem de dentro de mim,
e como um vírus recente
surge um poema assim!

Claudia Muniz​ 03/09/2015

INCOMPREENSÃO


Posso escrever poesia
como se preparasse um doce.
Posso usar as palavras,
como se estivesse cantando.
Posso elaborar um verso
como se lapidasse uma joia.
Posso criar um poema,
como um passo de dança.
Mas não sou entendida,
e minha vida vai passando...
Claudia Muniz 03/09/2015

Reconheço

Não nasci pra esquecer o meu nome,
pra contar desventuras,
pra chorar de pesar.
Não nasci pra temer o futuro,
pra esperar aventuras.
pra ver o tempo passar.
Não nasci pra viver a descrença,
pra sofrer a ausência,
pra cantar sem ter voz.
Não nasci pra perder,
não aceito fraquezas,
tenho sangue da realeza,
tenho a energia do mar.
Olho ao longe,
o caminho deserto,
e ao ter você por perto,
sinto que meu destino é certo.
Quando eu chegar
ao ponto desejado,
Quero encontrar
um olhar mareado,
buscando o meu para amar!
Claudia Muniz 03/09/2015

Tecendo

Eu escrevo versos
num tom austero,
quando dentro de mim
há muito o que gritar.
Escrevo poesias
com palavras frias,
quando dentro de mim
há muito o que pensar.
Lido com palavras
de tom irrefutável,
quando dentro de mim
há muito o que falar.
Mexo com poemas
de qualquer tema,
quando dentro de mim
há muito o que expressar!
Claudia Muniz 03/09/2015

ILUSÃO

O que esperar 
quando a dor o alcança?
O que pensar
quando o amor não avança?
O que desejar
quando não há esperança?
O que temer
quando tudo é efêmero?
O que fazer
quando não está ao alcance?
O que perder
se nunca nada foi seu?
Pra que sentir
quando tudo é dor?
Pra que sorrir
se só há desamor?
Pra que partir
se nunca estiveste aqui?
Claudia Muniz 03/09/2015

NOSTALGIA

Sinto falta da virtude
do que é verdade
das coisas certas
e da razão!
Sinto falta de estar plena
da tarde amena
do sorriso franco
e da ilusão!
Sinto falta da presença
da noite fria
do aconchego
e da vibração!
Sinto falta do abraço
do beijo quente
do ombro amigo
da sedução!
Hoje me falta a vida,
a energia,
a poesia
Me falta a paixão!
Claudia Muniz 03/09/2015