sábado, 13 de dezembro de 2014

Efêmero

sopro vento maresia
brinca brinca com alegria
corre o mundo em fantasia
se distrai na ventania
 sofre e chora sem parar
anda grita ao bailar salta
vibra cantarola
 se diverte com a marola
 anda o mundo em disparada
 fala fala sem parar
 tem sorriso camarada
mas não para de chorar
 canta um canto tão bonito
 busca forças no infinito
cantarola uma canção
que sai do fundo do coração

 Claudia Muniz 14/12/2014

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Que pena!

Que pena eu e você
 Que pena a noite escura e vazia
Que triste fim para um começo tão perfeito
Que pena não mais te ver
 Que lástima a noite vazia
que dor dentro do peito
 que pena o fim para sempre

Que pena eu e você.
 Que pena que houve mentiras
Que lástima você se perdeu
Não há felicidade na maldade
 Que pena você partiu.
 Você partiu para bem longe
mas não foi para outro lugar
partiu de dentro de mim
saiu, chegou seu fim

Que pena eu e você.
 Foi uma história tão linda,
você não deu valor
que pena você me perdeu!
que pena você e eu...

 Claudia Muniz 11/12/2014

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Retorno

Se quisesse o meu amor
como eu quero o teu,
te daria meu sabor
e o faria todo meu.
 Eu imploro tua presença,
sento e choro por você.
 Tua volta é minha crença,
vem alegrar meu viver.
 Te quero hoje e pra sempre.
Te quero agora comigo,
renova feito semente
esse meu sonho contigo.

 Claudia Muniz 26/11/2014

Dia comum

Pouco a pouco o dia passou.
Amanheci com a chuva na janela.
Veio o vento e tudo mudou,
pude viver uma noite bela.

 Claudia Muniz 03/10/2014

Despreparo

Não estamos preparados para a chuva.
Ao menos compreendemos a tormenta.
E passamos por ela sem perceber,
 tememos e acabamos aceitando.
Assim é a vida...
Vem a tempestade e desmorona tudo.
O que fica é a capacidade
ou não de reconstruir-se,
de remontar-se
de querer reerguer-se.

 Claudia Muniz 03/10/2014

Duas Estações

Ontem o vento despiu as árvores.
 Fez frio em sua homenagem.
Hoje o dia se encheu de luz.
Vi flores e pássaros depois da estiagem...

 Claudia Muniz 03/10/2014

sábado, 22 de novembro de 2014

Reconhecer-me

Por muitos vastos caminhos,
Com flores e vários espinhos,
sozinha eu caminhei. 

Por vales e até montanhas,
sem medo das entranhas,
sozinha, eu me embrenhei.

 Por horas intermináveis,
Por dias indecifráveis,
Sozinha, eu me virei.

 Por entre gotas de orvalho,
por gramas verdejantes.
Sozinha, me encontrei.

 Sentei-me à beira do caminho,
me feri em vários espinhos,
cruzei vales e montanhas,
por dias infundáveis,
sorvi água do orvalho,
 na grama verde e pulsante
 caminhei,
me virei
e por fim, me encontrei.

 Claudia Muniz 07/11/2014